sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Polvo à lagareiro

A Inês Barbosa é estudante de Jornalismo na Universidade do Porto. Um dos seus trabalhos de final de curso vai incidir sobre o impacto que novas plataformas de comunicação - como é o caso dos blogs - têm no dia-a-dia de quem os lê. Sendo assim, a Inês pediu a colaboração do blog “As receitas lá de casa” para ajudar a concretizar uma série de questionários, que servirão de amostra e estudo para o seu trabalho. O questionário não demora mais de um minuto a ser preenchido, por isso, se fizerem o favor, não custa nada ajudar! É totalmente anónimo… Agradeço desde já em nome do blog e da Inês!

Aqui fica o link para o questionário

Polvo à Lagareiro

Agora o polvo... Apesar de ser uma coisa que adoramos, é muito raro fazermos lá em casa. Em primeiro porque o polvo não é um alimento propriamente barato. Em segundo lugar, porque rende francamente pouco. Estes dois polvos tinham cerca de 1 kg cada um. Seja como for, fica delicioso e vale a pena de vez em quando fazer o “sacrifício”. Aqui deixo a sugestão:

2 polvos com cerca de 1kg
Batatas q.b.
15 dentes de alho
Salsa a gosto
Sal q.b.
Azeite q.b.
1 folha de louro
1 colher de sobremesa de sumo de limão

Começar por cozer os polvos. No meu caso tive que cozer um de cada vez, porque não me couberam os dois em simultâneo na panela de pressão. Para cozer o polvo o ideal é ele estar congelado. De resto, basta passá-lo apenas por água, para quebrar aquele gelo mais forte, coloca-lo diretamente na panela de pressão, juntar uma chávena de chá de água, e fechar a panela. Não é preciso juntar mais nada. Nem sal, nem cebola. Levar a panela ao lume e depois de começar a ferver, deixar estar por 10 minutos. Desligar e retirar a pressão. Retirar o polvo e escorre-lo bem.

Enquanto isso, colocar um tacho com água bem temperada de sal ao lume, e depois de estar a ferver, juntar as batatas (de preferência pequenas) com casca, muito bem lavadas. Quando estiverem quase cozidas, retirar do lume e escorrer. Pegar em cada batata e dar-lhe um “murro”. Costumo com a batata pousada numa tábua, dar-lhe uma pancada com uma colher de pau, sem muita força, apenas a suficiente para a rachar.

Entretanto pôr o forno a aquecer entre os 200 e os 220ºC. Colocar os polvos no tabuleiro de ir ao forno, juntamente com as batatas.

Num outro tacho mais pequeno colocar azeite, generosamente e juntar 10 cabeças de alho esmagadas e as restantes picadas. Juntar uns pezinhos de salsa picada, a folha de louro e um pouco de sumo de limão. Levar ao lume e assim que começar a ferver regar o polvo e as batatas com este molho. Levar ao forno bem quente e deixar alourar muito bem. Servir de imediato.

Bom apetite!

Polvo à Lagareiro

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Marmelada – receita Bimby

Marmelada

Em tempo de marmelos faz-se marmelada, pois então! Eu confesso que prefiro fazê-la na Bimby, porque me poupa muito, mesmo muito tempo! É daquelas receitas em que tive que me render à eficácia do robot. Aqui deixo a sugestão:

800g de marmelos com casca
400g de açúcar amarelo
400g de açúcar branco
1 limão pequeno
1 pau de canela

Começar por lavar muito bem os marmelos e de seguida parti-los em 4 partes. Retirar o caroço e partir em pedaços mais pequenos. Colocar no copo da Bimby e triturar 30 seg. na velocidade progressiva 5-7-9. Com a ajuda da espátula, baixar o que ficou nas paredes do copo, e se necessário repetir o processo.

De seguida, juntar os açúcares e o limão descascado, sem a parte branca e sem caroços. Triturar novamente durante 1 min. na velocidade progressiva 5-7-9. Juntar um pau de canela e programar 35 minutos, vel.1, temp. 100.

Terminado esse tempo, verificar se a marmelada está na consistência desejada, não esquecendo que depois de fria fica mais consistente. Quando estiver no ponto, retirar para taças e deixar arrefecer por completo. Costumo tapar com papel vegetal e guardar no frigorífico.

Esta quantidade dá 3 boas taças. Lá em casa consome-se bastante, e por esta altura, sai uma dose nova com alguma frequência.

Bom apetite!

Marmelada

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Bacalhau no forno com legumes e batata-doce

Baclhau no forno com legumes e batata-doce

Hoje trago mais uma das receitas do desafio Parmalat. Desta vez uma receita de um prato salgado. Um bacalhau no forno com legumes e batata-doce. Fica um prato mais adocicado, pelo que é preciso ter mão no tempero, para ganhar o equilíbrio certo. Aqui fica a sugestão:

500g de migas de bacalhau (uso das congeladas e demolhadas)
2 batatas-doces médias/grandes
1 alho francês
1 cenoura
1 chávena grande com couve lombarda picada
1 cebola
6 dentes de alho
6 pés de salsa
Sal e azeite q.b.
1 pacote de natas com ervas aromáticas Parmalat
1 pacote de natas levíssimas da Parmalat
1 mão cheia de queijo mozarela

Baclhau no forno com legumes e batata-doce

Começar por descongelar o bacalhau. Cozer as batatas, com casca, para não escurecerem, em água abundante bem temperada com sal.

Numa caçarola colocar uma quantidade generosa de azeite, a cebola, os alhos e os pés de salsa picados. Quando estiverem lourinhos, juntar o alho francês cortado em fatias finas, a cenoura ralada e a couve lombarda picada. Deixar cozinhar, tapado, por uns 10 minutos, para os legumes ficarem macios. Juntar depois o bacalhau desfiado e deixar cozinhar por mais uns minutos, acertando o sal, tendo em atenção o sal do bacalhau, mas não esquecendo que vai ser acompanhado por batata-doce. Quando estiver pronto, e ainda em lume baixo, juntar as natas com ervas aromáticas.

Aquecer o forno a 180.ºC. Retirar a pele das batatas e cortar em fatias grossas. Colocar uma primeira camada de rodelas de batata no fundo de um recipiente de ir ao forno. Por cima, colocar o bacalhau com as natas e os legumes cobrindo de seguida com as restantes batatas. No mesmo tacho onde se cozinhou o bacalhau, colocar as natas levíssimas e assim que levantarem fervura, retirar do lume, juntar o queijo, envolver e cobrir as batatas com este molho. Levar ao forno até estar bem douradinho, se necessário usando o grill, caso tenham, para agilizar o processo.

Servir de imediato e bem quentinho.

Bom apetite!

Baclhau no forno com legumes e batata-doce

domingo, 24 de novembro de 2013

Torta de batata-doce com amêndoa

Torta de batata-doce com amêndoa... uma torta para o Tertúlia de Sabores da Moira

Hoje trago um post muito, mesmo muito especial. Porque hoje ao sentar-me para escrever e preparar este post percebi que o "Receitas lá de casa" e "O tertúlia de sabores" nasceram ao mesmo tempo. Em Novembro de 2007. Na realidade, e ao olhar para trás, lembro-me de acompanhar o Tertúlia desde sempre. Lembro-me do começo, de me cruzar com a Moira no Flickr, onde "falávamos" até com bastante regularidade. Lembro-me da mudança de visual do Tertúlia. Acompanhei a evolução daquela cozinha desde o primeiro post até hoje.É sem dúvida um dos meus blogs de coração, daqueles que trato e sinto com muito carinho. Hoje percebi porquê. Porque nascemos ao mesmo tempo!!

E é incrível a evolução. O Tertúlia evoluiu num sentido não muito paralelo ao meu. Eu porque vivo rodeada de crianças, com as limitações culinárias e de disponibilidade que daí surgem, o Tertúlia numa cozinha mais "experimental" e "evoluída", mas incrivelmente acessível e deliciosa. É por isso que hoje esta celebração se tornou tão especial para mim. Porque cresci ao lado do Tertúlia...

Aqui fica a minha participação lançada pelo desafio da Moira. Uma deliciosa torta de batata-doce com amêndoa e canela. Costumo fazer esta receita em versão tarte, mas decidi arriscar a versão torta. Aqui fica:

250 a 270g de batata doce cozida (uma batata média grande)
300g de açúcar
5 ovos
125g de amêndoa laminada (70g + 55g)
60g de farinha de trigo
1 colher rasa de sobremesa de canela
1 pitada de erva-doce (opcional)

Torta de batata-doce com amêndoa... uma torta para o Tertúlia de Sabores da Moira

Começar por cozer a batata-doce (deve sempre ser cozida com casca para não escurecer). Depois de cozida, retirar a pele e esmagar com a ajuda de um garfo. Reservar.

Aquecer o forno a 180.ºC e preparar um tabuleiro rectangular (usei um de 25x35). Untar com margarina, depois forrar com uma folha de papel vegetal e untar novamente com margarina. Reservar.

Levar ao lume uma frigideira anti-aderente a aquecer. Quando estiver quente colocar as amêndoas laminadas até começarem a alourar. Desligar o lume e retirar 70g. Deixar as restantes na frigideira juntando açúcar e canela a gosto. Reduzir as 70g a farinha de amêndoa com a ajuda de um robot de cozinha.

Numa taça ou robot de cozinha colocar o puré de batata-doce, os ovos e o açúcar. Bater muito bem até estar uma massa fofa. Juntar a farinha de amêndoa, a farinha de trigo, a canela em pó e a pitada de erva-doce (por opção). Bater tudo novamente, numa velocidade reduzida, até todos os ingredientes estarem integrados.

Colocar a massa no tabuleiro já preparado e levar ao forno por 15 minutos.

Numa superfície plana, colocar um pano de cozinha ligeiramente húmido, e espalhar por cima as amêndoas com açúcar e canela que estavam reservadas.

Depois da torta cozida, retirar do forno, deixar arrefecer uns 5 minutos e desenformar sobre o pano com as amêndoas (nervoooooooos...!). Enrolar a torta de seguida e deixá-la enrolada dentro do pano enquanto arrefece.

Depois é só retirar o pano com cuidado e passar a torta para a torteira ou travessa de servir. Fica uma torta daquelas húmidas e próprias para gulosos. Deliciosa!

Bom apetite!

Torta de batata-doce com amêndoa... uma torta para o Tertúlia de Sabores da Moira

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sopa de “ervas daninhas”

Sopa de "ervas daninhas"

Hoje trago uma sopa. É muito raro trazer sopas, porque basicamente é uma coisa que todos sabemos fazer, mais disto ou menos daquilo, aproveitando o que há no frigorífico e já está. Esta é uma dessas sopas. Em que usei o que tinha no frigorífico, só que fui à varanda apanhar as “ervas daninhas” dos vasos para colocar depois da base preparada.

Pois é… é que muitos de nós, sem sabermos temos legumes na varanda para juntar à sopa. Se olharem com atenção para os vossos vasos, muitas vezes aparecem estas pequenas e delicadas ervas, vindas do nada e que proliferam por todos os lados. As beldroegas. Com uma raiz muito fácil de pegar, podemos ter sempre beldroegas num vazinho para juntar à sopa. Já espreitaram os vossos vasos ou canteiros? Não? Então vão ver se lá moram beldroegas e têm a vossa próxima sopa adiantada! Aqui fica a sugestão:

1 curgete média/grande (de supermercado, que as da horta são mega-gigantes!)
1 cebola grande
2 cenouras
1 pedacinho de abóbora
1/2 chávena de chá de feijão manteiga já cozido
2 dentes de alho
Azeite e sal
Beldroegas da “varanda”

Sopa de "ervas daninhas"

Começar por preparar a base da sopa colocando todos os legumes bem lavados e cortados em pedaços num tacho, com excepção das beldroegas, cobertos com água e temperados com sal. Levar ao lume e deixar cozer. Depois de cozidos, juntar o azeite e triturar tudo com a varinha mágica. Por fim juntar os raminhos de beldroegas, muito lavadinhos, levar novamente ao lume e deixar cozer por mais 5 minutos. Pronto a servir!

Bom apetite!

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